quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Saúde volta atrás e recomenda vacinação de adolescentes; aplicação deve ocorrer após conclusão da dose de reforço

 

(Foto: Divulgação/PMF)

Após conclusão da dose de reforço, indica a pasta, devem ser priorizadas adolescentes grávidas, puérperas e lactantes, ou com deficiência permanente e comorbidades. Em seguida, jovens privados de liberdade

 

O Ministério da Saúde recuou e voltou atrás em relação à recomendação que indicava a suspensão da vacinação de adolescentes entre 12 a 17 anos, sem comorbidades, contra a covid-19. Em nota técnica publicada na noite desta quarta-feira, 22, a pasta deu sinalização favorável à imunização desta parcela da população, mas com algumas ressalvas.

 

A orientação é que estados e municípios retomem ou iniciem a vacinação deste público somente quando concluir a imunização dos grupos prioritários e dos que precisam da dose de reforço, como pessoas acima de 70 anos e imunossuprimidas. Para estes casos, os idosos devem receber o reforço seis meses após a conclusão do ciclo vacinal ou dose única e os imunossuprimidos devem respeitar o intervalo de 28 dias após a segunda ou dose única.

 

Ainda segundo recomendação, como já havia sido divulgado anteriormente, a vacinação dos adolescentes deve começar pelas grávidas, puérperas e lactantes, com deficiência permanente e com comorbidades. Em seguida, a prioridade deve ser dos jovens de 12 a 17 anos privados de liberdade.

 

Além disso, a pasta reforça a orientação para que estados e municípios utilizem apenas a vacina da Pfizer/BioNTech, única autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para essa faixa-etária.

 

Entenda o caso


No último dia 16 de setembro, o ministério suspendeu a imunização de adolescentes sem comorbidades. A decisão, conforme justifica a pasta, foi tomada após a notificação de um evento adverso grave, com morte, de uma adolescente no estado de São Paulo após tomar a vacina da Pfizer. Contudo, investigações apontaram que não há relação entre a aplicação da vacina e o óbito da adolescente, que tinha uma doença autoimune. Outro fator levado em consideração foi a aplicação de imunizantes não aprovados pela Anvisa para este grupo, como Astrazeneca, Janssen e Coronavac.

 

Apesar da recomendação, várias cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e o Distrito Federal, decidiram manter a imunização.

 

Mais recente, nesta terça-feira, 21, o ministro Ricardo Lewandowski decidiu que estados, municípios e o Distrito Federal têm poder para decidir sobre a vacinação desta faixa etária.



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