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quinta-feira, 7 de maio de 2020

Oposição política não é apenas ser do contra, o papel da oposição vai muito alem disso.

A velha politica da queda de braço pelo poder a qualquer custo perde cada vez mais espaço, dando oportunidade aos resultados concretos
A oposição política em Jijoca de Jericoacoara segue um roteiro bastante antigo e ultrapassado: “Ser do contra e fazer barulho”, sem linha de raciocínio definida, sem coerência e sem propostas.

A oposição política com credibilidade inicia junto com o novo mandato, acompanha o desenvolvimento dos propósitos da nova equipe para o município, participa ativamente e possui caráter propositivo, aponta erros e reconhece os acertos, indica falhas e ajuda na construção de soluções em beneficio do bem comum. Essa oposição é aliada do Gestor inteligente, pois dá a ele indicativos para melhorar, aponta pontos vulneráveis onde ele pode se aperfeiçoar.

A oposição política que nasce nos últimos meses de mandato inicia sem crédito, visto que a própria população já está acostumada ao sensacionalismo das disputas eleitorais municipais. Essa oposição agressiva, pejorativa...que promove ataques pessoais sem apontar soluções plausíveis para os problemas do município é claramente eleitoreira.

“Na democracia, o papel da oposição é claro: fiscalizar a administração, os atos dos governantes, atuar como agente capaz de aperfeiçoar proposições de governo, ser catalisadora das demandas e insatisfações populares e, de certa forma, ajudar o governo a errar menos e administrar melhor, criticando, apontando equívocos e incongruências, destacando as consequências de desacertos e denunciando erros e omissões. Oposição competente contribui para se alcançar o objetivo da ação política. Além disso, deve ser propositiva e apresentar caminhos diferentes dos atuais para garantir maior eficiência do setor público e possibilitar o constante crescimento”. - Luiz Carlos Borges da Silveira

“Cabe às oposições, como é óbvio e quase ridículo de escrever, se oporem ao governo”. Mas para tal precisam afirmar posições, pois, se não falam em nome de alguma causa, alguma política e alguns valores, as vozes se perdem no burburinho das maledicências diárias sem chegar aos ouvidos do povo. Todas as vozes se confundem e não faltará quem diga que todos, governo e oposição, são farinhas do mesmo saco, no fundo “políticos em busca de cargos”. – Fernando Henrique Cardoso

Lideranças locais e a democracia

Atualmente sociedade passou a atuar mais diretamente na política e na administração pública, todo munícipe é capaz de formar sua própria opinião e avaliar o gestor publico de forma individual e sem manipulações. Nas cidades pequenas como Jijoca de Jericoacoara, o munícipe tem livre acesso a seus representantes, podendo deles cobrar de forma pessoal, sem a necessidade de interlocutores.

Embora o governo local tenha poder e autonomia para assumir iniciativas e responsabilidades com a eficiência da gestão, o papel participativo da comunidade também é muito importante, é necessário que a população conheça e interaja com os processos políticos administrativos...só tem credibilidade para cobrar aquele que participa.

Nesses anos de participação político/administrativa aprendi que ser situação não é apenas apoiar sem questionar ou contestar; e ser oposição não é somente ser do contra por fanatismo. A participação política exige conhecer para cobrar, caso contrario perde-se em credibilidade, sendo apenas mais um a propagar sensacionalismos.

A velha politica da queda de braço pelo poder a qualquer custo perde cada vez mais espaço, dando oportunidade aos resultados concretos: "O mais importante é continuar com o debate saudável, democrático e justo, e que não se deixem levar por oportunismos e propostas de ocasião"
* Etcetera Ominia
Adaptação Luciano Silva


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