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sexta-feira, 8 de maio de 2020

Cearenses criam capacete de respiração assistida para pacientes com coronavírus

O protótipo do Elmo foi desenvolvido no Instituto SENAI de Tecnologia em Eletrometalmecânica e testado no Laboratório do SENAI de Jacarecanga, a partir de uma ideia apresentada pelo superintendente da ESP/CE, Marcelo Alcantara. 
Um novo passo para o tratamento de pacientes de COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, foi consolidado nesta semana com a finalização do protótipo do capacete de respiração assistida, batizado de Elmo. O modelo, em produção no Ceará, passava por ajustes finais e agora será submetido a testes de usabilidade, antes de entrar na fase de ensaio clínico.

O equipamento está sendo produzido por força-tarefa que envolve Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Saúde, Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE) e Fundação Cearense de Apoio ao Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FUNCAP), além da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI/Ceará), e ainda Universidade Federal do Ceará e Universidade de Fortaleza (UNIFOR), da Fundação Edson Queiroz.

O protótipo do Elmo foi desenvolvido no Instituto SENAI de Tecnologia em Eletrometalmecânica e testado no Laboratório do SENAI de Jacarecanga, a partir de uma ideia apresentada pelo superintendente da ESP/CE, Marcelo Alcantara. “Os princípios e requisitos terapêuticos do Elmo foram plenamente atingidos com o protótipo”, avalia Alcantara após a consolidação do modelo, que passou por ajustes simples para redução de tamanho e contenção de ruído.

Nesta etapa, o Elmo será submetido a testes finais de usabilidade em voluntários. O processo ocorrerá em curto prazo e deve ser finalizado nas próximas semanas. A avaliação a partir do manuseio pode resultar em pequenos ajustes, se reportada a necessidade por usuários em testes, mas o conceito do protótipo foi concluído. “Diferentes pessoas vão testar o Elmo para avaliar a ergonomia, mas é certo que, se utilizado hoje, o equipamento cumpriria com a finalidade de dar suporte ventilatório necessário”, destaca o engenheiro eletricista, especialista em engenharia clínica pela ESP/CE, David Guaribara.

Em seguida, o modelo cearense será avaliado pela Comissão de Ética e Pesquisa da ESP/CE para entrar em ensaio clínico, isto é, teste em pacientes com insuficiência respiratória causada pela COVID-19, no Hospital Leonardo da Vinci, requisitado pelo Governo do Ceará para dar suporte aos pacientes no Estado. A fase é necessária para iniciar a produção definitiva do capacete cearense. Paralelamente, a equipe já trabalha com o registro do Elmo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Para o presidente da FIEC, Ricardo Cavalcante, os resultados positivos são animadores: “Estamos confiantes de que haverá uma produção em larga escala após a finalização das avaliações de saúde do comitê de ética da ESP, para que possamos ajudar ainda mais no combate à pandemia. A inteligência e a capacidade técnica dos que fazem o SENAI e dos parceiros foram imprescindíveis na busca por esse equipamento que pode vir a salvar muitas vidas”.

O Prof. Jorge Soares, diretor de Inovação da FUNCAP, explica que foram feitos testes adicionais em dois protótipos do Elmo: um de base rígida e outro de base flexível. “Os resultados seguem animadores e, com o protótipo definido, a avaliação clínica em pacientes com insuficiência respiratória deve vir nos próximos dias. Com essa sequência e os devidos trâmites na ANVISA e no INPI [Instituto Nacional da Propriedade Industrial], ganha-se a confiança necessária para a produção em larga escala. É um orgulho para o Ceará", avalia.
*Fonte: ufc.br



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