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terça-feira, 26 de maio de 2020

Escolas particulares do Ceará devem iniciar retomada de atividades presenciais em 17 de julho, diz entidadeSindicato propõe retorno gradual por série para reduzir número de alunos nas salas de aula. — Foto: TV TEM/Reprodução


Sindicato propõe retorno gradual por série para reduzir número de alunos nas salas de aula. — Foto: TV TEM/Reprodução
As escolas particulares no Ceará já planejam o retorno gradual das atividades presenciais, a depender do plano de retomada do governo estadual, ainda em fase de conclusão. De acordo com o presidente do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Ceará (Sinepe-CE), Airton Oliveira, o retorno às salas de aula deve começar no dia 17 de julho para o ensino infantil; 1º, 2º e 3º anos do ensino fundamental I; e 3º ano do ensino médio.

O governador do Ceará Camilo Santana afirmou, na tarde deste sábado (23), que planeja reabrir as atividades econômicas a partir de 1º de junho, um dia após o fim do decreto de isolamento social rígido em Fortaleza e nos demais municípios. As fases e setores que serão priorizados no projeto estão sendo estudados.

Com o plano de reabertura econômica no Ceará, o presidente do Sinepe-CE lembra que os pais precisarão trabalhar e não terão com quem deixar as crianças. "Com as primeiras fases do plano de retorno das atividades, os pais precisam trabalhar. E é esse público menor que os pais não tem com quem deixar em casa, além de serem aqueles com o menor número de casos de Covid-19", afirma. As demais séries devem continuar com aulas remotas até agosto.

De acordo com Airton Oliveira, a volta gradual por série é uma estratégia interessante por proporcionar o retorno com um número menor de alunos na escola.

"Estamos elaborando esse plano há 30 dias, levantando tópicos muito importantes como os protocolos de higienização, tempos de recreio e de aula, distanciamento, as atividades de contato ficarão suspensas, como escolinha, jogos, atividades esportivas", detalha.

Antecipação de férias

No fim de março deste ano, o sindicato recomendou que as escolas antecipassem as férias como forma de prevenir a disseminação do novo coronavírus. A recomendação previa que creches, berçários, turmas de ensino fundamental I e de ensino integral tivessem férias entre 1º e 30 de abril, enquanto os alunos do ensino fundamental II e ensino médio teriam férias de 13 a 30 de abril.

Apesar da recomendação, a antecipação ficou a critério de cada escola. Pelo menos seis estabelecimentos aderiram ao modelo proposto pelo Sinepe-CE e outras mantiveram o ensino virtualmente.

No início de maio, a Assembleia Legislativa do Ceará aprovou lei, sancionada pelo governador Camilo Santana (PT), que instituiu a diminuição escalonada dos valores das mensalidades das escolas particulares do estado, com percentuais que vão de 5% a 30% de desconto. A legislação abrange educação infantil, ensino fundamental, ensino médio, cursos presenciais e semipresenciais do ensino superior e ensino profissional.

Após a aprovação, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (Confenen) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para tentar derrubar a lei estadual.
Fonte: G1CE


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