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quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Sobral e Iguatu registram, em cinco dias, 84% do total de queimadas de julho em todo o Ceará


O Ceará registrou pelo menos 53 ocorrências de incêndios em Sobral e Iguatu nos cinco primeiros dias de agosto. Só ontem (5), Sobral chegou a ter 15 ocorrências. Já em Iguatu, foram pelo menos 18 desde o início do mês, segundo o 4º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militares. O total de queimadas somado representa 84% dos focos de incêndio captados pelo Mapa de Queimadas do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), em julho.

Conforme o Instituto Nacional, o último mês apresentou 63 queimadas, maior número desde 2016. O sistema utiliza imagens de satélite de alta resolução para detectar os focos de calor.

Já o Corpo de Bombeiros atende ocorrências a partir de denúncias pelo número 193. Segundo o tenente-coronel Nijair Araújo Pinto, do 4º Batalhão dos Bombeiros de Iguatu, os municípios do interior do Ceará são mais propensos às ocorrências de incêndios florestais, principalmente no segundo semestre do ano. “O início do mês de agosto tem sido muito complicado para os bombeiros do Ceará”, lamentou.

Sobral: pelo menos 35 (até 05.08)
Iguatu: pelo menos 18 (até 04.08)

Conforme Nijair, a maior parte das ocorrências é de médio e grande porte. A situação preocupa porque mais de 90% dos focos de incêndio no Ceará acontecem no segundo semestre do ano. O pico das ocorrências se dá no mês de dezembro. Neste ano, os agentes de controle temem, ainda mais, por conta da vegetação mais densa, consequência da boa quadra chuvosa, o que pode fazer com que os incêndios atinjam uma maior extensão.

Em 2019, os municípios de Iguatu, Sobral, Crateús, Juazeiro do Norte e Crato lideraram o ranking de registros de queimadas.

Média de incêndios por dia, em 2020:
Sobral: 5 por dia;
Juazeiro do Norte: 5 por dia;
Iguatu: 3 por dia;

Pela primeira vez na história do Ceará, o Estado decretou situação de emergência ambiental com o objetivo de combater incêndios florestais no segundo semestre do ano. Neste período, a vegetação mais seca, ventos fortes e umidade baixa, tornam propensa a ocorrência de incêndios florestais.

O Código Florestal prevê que o indivíduo pego realizando queimadas de forma irregular pague multa de R$ 1 mil por hectare atingido, podendo ficar entre 2 a 4 anos em reclusão. Em caso de denúncias, entrar em contato pelo 193.

Focos de incêndio em julho, segundo o Inpe:
2020: 63
2019: 18
2018: 29
2017: 15
2016: 106
2015: 23

Máxima: 147 | Média: 40 | Mínima: 8
A reportagem tentou contato com o Corpo de Bombeiros do Ceará para saber o total de ocorrências atendidas em todo o Estado, nos primeiros dias de agosto e no mês de julho, mas não houve retorno.

DN Online 

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