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quarta-feira, 4 de novembro de 2020

Alô Ministério Público Eleitoral! Em Varjota, crianças da rede pública de ensino ficam sem merenda escolar durante a pandemia. Nas vésperas da eleição, finalmente, os kits da merenda serão entregues. Quem tem fome de poder?

 

Durante o período de combate à COVID-19, o Município de Varjota paralisou as aulas presenciais, a exemplo do que aconteceu em todo o Ceará e em boa parte do país.

Mesmo com a paralisação das aulas, Municípios como Cariré, Sobral e Santana do Acaraú providenciaram a entrega responsável dos kits de merenda escolar aos alunos da rede pública de ensinos provenientes das famílias mais necessitadas. É um ato de zelo e responsabilidade com a população mais carente, além de ser uma atitude humanizada.

Mesmo com todos esses exemplos, a atual gestão de Varjota não se preocupou com os alunos carentes da rede pública de ensino. Ao longo dos últimos 08 (OITO) meses de pandemia, somente no mês de Maio, a Secretaria de Educação realizou distribuição de kits de merenda. A distribuição ocorrida em Maio, inclusive, foi motivo de muitas críticas pela população, haja vista que muitas famílias ficaram sem receber e as que conseguiram receber, observaram a quantidade reduzida de itens básicos para a alimentação saudável das crianças e dos adolescentes.

Diante das cobranças populares, a Vereadora Alessandra Araújo (Loura do Povo) convocou o Secretário de Educação, Silvino Oliveira, que ocupa o cargo há aproximadamente 12 anos, para comparecer à Câmara Municipal, a fim de esclarecer a situação. No dia 20 de agosto, há mais de três meses, o Secretário reconheceu que a Prefeitura entregou os kits apenas no mês de maio e prometeu que regularizaria a situação o quanto antes. Infelizmente, não foi o que aconteceu.

Oito meses após a paralisação das aulas e três meses após o discurso do Secretário na Câmara Municipal, circula nas redes sociais a mensagem de que no dia 04 de novembro serão distribuídos os kits da merenda escolar. Na véspera das eleições municipais, a gestão resolveu “se preocupar” com a saúde e a alimentação das crianças. Com essa atitude, o grupo político que ocupa o poder há 12 anos, dá mais uma demonstração de que a sua prioridade não é o bem-estar do povo, mas o projeto de manutenção da família no poder.

É bom a população ficar atenta aos critérios que serão utilizados, bem como nos itens que farão parte desses kits retardatários, que podem chegar às casas das famílias que mais precisam, apenas depois de oito meses do início da privação alimentar. Em Varjota, o ditado “quem tem fome, tem pressa” tem outro significado. A fome, no caso, é de manutenção das regalias e do poder.

Com a palavra, a população de Varjota.

*Blog do Verissimo

 

 

 

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