quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Ocorrência de síndromes gripais graves em UPAs do Ceará é 82% menor que na primeira onda de covid

 

Relatório divulgado pela Sesa mostra ainda queda acentuada no número de mortes

Registros de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Ceará mostram que a ocorrência de casos graves de síndromes gripais atendidos é 82% menor que na primeira onda de covid-19, em 2020. Isso significa que o número de casos transferidos para atendimentos de alta complexidade está em queda, a despeito do alto número de casos que chegam em busca de auxílio médico. Os dados foram computados até o dia 19 de janeiro. O relatório é da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) junto às nove Unidades de Pronto Atendimentos (UPAs) de Fortaleza geridas pelo Instituto de Saúde e Gestão Hospitalar (ISGH).

 

A principal diferença nos dois cenários é a presença de vacina contra covid-19. Em 2020, ainda não havia vacina aprovada para aplicação em massa na população. A queda também é observada em relação à segunda onda de covid, em março de 2021.

 

Em maio de 2020, de cada quatro pessoas atendidas em UPAs, uma precisava ir para  leitos de hospitais de maior complexidade. No cenário atual, uma a cada 20 pessoas atendidas precisa ir para hospitais mais robustos.

 

Entre 1º de dezembro de 2021 a 19 de janeiro de 2022, ouve aumento de 183,7% em relação ao mesmo período no intervalo de um ano – dezembro de 2020 e janeiro de 2021. Quando se compara janeiro de 2021 com janeiro de 2022, é possível ver que o número de casos mais que duplicou, saltando de 26.080 para 11.478.

 

A queda também se observa no número de óbitos. Neste mês foram registrados 59 óbitos, quando em março de 2021, período mais grave da pandemia na segunda onda, ocorreram 321 óbitos. Em maio de 2020, morreram 532 pessoas.

 

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