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terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Motorista de aplicativo forja o próprio sequestro e acaba preso

Antônio Mariano da Silva e Jaqueline Nascimento Barbosa foram presos. (FOTO: Divulgação/SSPDS)
Um motorista de aplicativo simulou o próprio sequestro, nesse sábado, 26, para extorquir a família. Antônio Mariano, de 25 anos, acabou preso após a tentativa frustrada ser desvendada pela Polícia. Também foram detidos uma mulher e dois adolescentes, envolvidos no crime. Outros dois integrantes do grupo seguem foragidos. 

Veículo que foi usado no crime e abordado pela polícia. (Foto: Divulgação/SSPDS)
A família do suspeito, que estava desaparecido desde a última quinta-feira, 24, recebeu um vídeo no qual o motorista aparecia amarrado em uma colchão sendo ameaçado com uma arma de fogo. A Polícia, acionada pelos familiares após o recebimento do vídeo, identificou alguns indícios que fugiam do procedimento habitual realizado em sequestros e suspeitou que poderia se tratar de um "autossequestro".

Após receber parte do dinheiro no suposto cativeiro, em Maranguape (Região Metropolitana de Fortaleza), o grupo tentou se deslocar para outra casa, onde receberia o restante do resgate e a vítima seria entregue, mas acabou abordado pela Polícia, na CE-065. No carro, as pessoas tentavam forjar a imagem de uma família para evitar possíveis abordagens: na frente do veículo estavam Mariano e Jaqueline Nascimento, 21, com o filho de dois anos de idade; no banco de trás estavam os dois adolescentes envolvidos.
Cativeiro forjado pelo grupo ficava em Maranguape. (Foto: Divulgação/SSPDS)
Os indivíduos maiores de idade serão enquadrados por extorsão e podem pegar até 15 anos de prisão. Não há fiança para esse tipo de crime. 

Drone

Em coletiva de imprensa, os agentes afirmaram que a identificação do cativeiro foi feita por drone para evitar a fuga dos criminosos, que poderia acontecer mediante a presença da Polícia. Segundo os policiais, o casal simulou o próprio sequestro para continuar indo a festas, para as quais havia saído na quinta-feira, 24.

Esse tipo de prática não é inédita no Estado e aconteceu duas vezes no ano passado. O sequestro foi desvendado pela Divisão Antissequestro (DAS), com apoio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), da Polícia Civil do Ceará.

*O POVO Online





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