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quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

Em carta, governadores do Nordeste fecham demandas a Bolsonaro e ao Congresso; leia íntegra


A reunião ocorreu em Brasília com condução do governador Camilo Santana - Foto: Divulgação
Governadores do Nordeste se reuniram na manhã desta quarta-feira (6), em Brasília, para discutir temas de interlocução com o Governo Federal. Entre os temas tratados no escritório do Ceará, estão a necessidade do debate sobre a reforma da Previdência, lei sobre Segurança Pública, ampliação de penitenciárias federais, além da proposta sobre o Novo Fundeb.

Entre os assuntos discutidos ainda na reunião foi a criação de um consórcio interestadual de desenvolvimento sustentável do Nordeste, com o compartilhamento de experiências e ações nas áreas da saúde, segurança, educação e infraestrutura.

O cearense Camilo Santana foi quem conduziu a reunião. Não houve a participação de nenhum membro do Palácio do Planalto.

Veja a íntegra da carta assinada por todos os gestores da região:

"Consideramos imprescindível debate cuidadoso sobre a Reforma da Previdência, a fim de que haja soluções imediatas para os déficits existentes. Contudo, registramos preocupação com medidas que impeçam o acesso dos mais pobres a direitos fundamentais de natureza previdenciária, no campo e nas cidades.

Do mesmo modo, consideramos que projetos de lei sobre Segurança Pública devem ser discutidos, evitando medidas puramente simbólicas, que não melhoram realmente a vida da
população. É vital o cumprimento das regras sobre o Sistema Único de Segurança Pública e sobre o Fundo Nacional de Segurança Pública.

Também assuntos como a ampliação de penitenciárias federais em todos os estados, o controle das fronteiras internacionais, o combate ao tráfico de armas e ao comércio ilegal de explosivos são urgentes e têm impacto real. Esses itens são relevantes para os cidadãos de todo o Brasil e por isso não podem ser abandonados.

Alertamos ser inadiável encaminhar a proposta sobre o Novo Fundeb, uma vez que o fim do atual Fundeb trará gravíssimos danos à Educação Nacional. Finalmente, postulamos a imediata retomada de temas federativos na Câmara e no Senado, tais como a Cessão Onerosa, o Bônus de Assinatura e a Securitização."
*DN/Política



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