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segunda-feira, 18 de março de 2019

Youtube informa que não há evidência de que vídeo de desafio da Momo foi veiculado na plataforma


Imagem usada para ilustrar a Momo é, na verdade, uma escultura do artista japonês Keisuke Aizawa
A polêmica em torno da suposta veiculação de vídeo com a personagem Momo para crianças através da plataforma Youtube deixou pais em alerta neste fim de semana no Brasil, quando supostos casos ganharam projeção. Segundo relatos divulgados em redes sociais, foram inseridas orientações sobre como cometer suicídio em meio a vídeos infantis.

Ainda no mês passado, situações semelhantes foram relatadas nos Estados Unidos e mesmo no Brasil. À época, a personagem supostamente oferecia desafios às crianças, até que elas cometessem suicídio. Nesta onda de medo, o Youtube se manifestou afirmando não ter evidências de que houve a veiculação desse tipo de conteúdo na plataforma online. “Não vimos nenhuma evidência recente de vídeos promovendo o desafio Momo no YouTube. Vídeos que incentivam desafios prejudiciais e perigosos são contra nossas políticas”, informou a empresa.

Conforme o site Vox, no ano passado foi a vez da Mono aterrorizar alguns países da América Latina. Na Argentina, uma menina de 12 anos supostamente morreu induzida pelo desafio da personagem. O caso se repetiu na Colômbia e no México. Contudo, em nenhuma situação a polícia conseguiu comprovar a ligação.

Neste ano, o Reino Unido chegou a emitir alerta nas escolas, criando pânico nos pais. De acordo com matéria publicada no jornal britânico The Guardian, a Sociedade Nacional para a Prevenção da Crueldade contra Crianças (NSPCC), os samaritanos e o Centro de Segurança na Internet do Reino Unido disseram não haver evidências de que o desafio tenha causado danos. As entidades filantrópicas apontaram que a histeria em torno do caso é que podem ter colocado pessoas vulneráveis em risco.

As supostas aparições da Momo trazem metodologia semelhante a de outras “lendas urbanas”, como a Baleia Azul, divulgada mundialmente no ano passado e que também estaria induzindo crianças e adolescentes ao suicídio. A prática é chamada de "hoax" e ganha "testemunhas" quanto mais é compartilhada. "Hoax" trata, por exemplo, de crianças doentes a espera de doações, falsos vírus que podem infectar computadores ou mesmo de oportunidades, como mudar a cor do Facebook ou ganhar um Iphone.
*O POVO Online




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