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terça-feira, 9 de abril de 2019

Vagas de empregos no interior do Ceará mais que triplicam em 20 anos, diz estudo do IDT


Atendimento ao público da Superintendência Regional de Trabalho e Emprego do Ceará(SRTE-CE).(Foto: Evilázio Bezerra/O POVO)
Os postos de emprego no Interior do Ceará mais que triplicaram (308,3%) entre os anos de 1997 a 2017. É o que revela o estudo sobre o Mapa do Emprego no Ceará 2018, realizado pelo Instituto de desenvolvimento do Trabalho (IDT), nesses 20 anos. Já a capital Fortaleza e a Região Metropolitana (RMF) apresentaram um aumento de 209,5% no período.

Segundo o estudo, mesmo apresentando um crescimento menor que o Interior nessas duas décadas, Fortaleza e RMF concentraram, em 2017, dois terços dos 1.464.948 postos de empregos do Estado. Desse estoque, 51,4% era ocupado por trabalhadores com ensino médio e 20,8% por profissionais com ensino superior completo. Os homens eram maioria dos empregados, com 55,1% do mercado.

O estudo traz ainda o quantitativo de empregos gerados no Ceará por categoria, de acordo com a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho. Setores como comércio e administração pública cresceram 4,5% e 3,3% em 20 anos, respectivamente. Com pequena queda, os setores de serviços, com 33,1% dos empregos, e indústria de transformação, com 15,4%, ainda possuem papel importante.

Setores com mais empregos no Ceará

Serviços

O segmento do setor com maior estoque de empregos formais é no segmento de restaurantes e de outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas que contam com 34,3 mil empregos, o qual corresponde a 7,1% do total de vagas.

Administração Pública

Esse setor é o segundo maior empregador do estado do Ceará (404,4 mil empregos), ficando atrás apenas do de serviços (484,1 mil). 84,9% encontram-se na condição de estatutários e 15,1% na modalidade de celetistas, isto é, regidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Comércio

Ao lado do setor público, é o comércio que possui maior representação, em termos de cobertura espacial do emprego, ao estar presente em todos os municípios cearenses quando se analisam as informações relativas ao ano de 2017. É destacável que um em cada cinco empregos no estado advenha dos supermercados e mercearias no qual, conjuntamente, possuem 49,2 mil vínculos empregatícios, o equivalente a 19% do total de pessoas empregadas.

Indústria de transformação

A indústria de transformação recuou sua participação na composição setorial do emprego estadual, entre os anos de 2007 e 2017 (de 19,6% para 15,4% do total de empregos formais). Tal recuou se deu especialmente pela queda de seus dois principais subsetores de atividade econômica que, conjuntamente, ainda são responsáveis por quase metade dos empregos de todo o setor: têxtil (25%) e calçados (23,1%).

Construção Civil

A participação desse setor no estoque de empregos manteve-se relativamente estável entre os anos de 2007 e 2017 (de 3,6% para 3,8%), embora tenha registrado um acréscimo de 18,2 mil, ao atingir 56,3 mil vínculos empregatícios no ano de 2017. Possui forte representação no município de Fortaleza (36,7 mil ou 65,3%), alguns outros da RMF (como Eusébio, Maracanaú e Caucaia), e do Interior como Sobral (1,9 mil) e Juazeiro do Norte (1,4 mil), cujos municípios vêm passando por um processo de verticalização de seus imóveis, fruto de um crescimento econômico e demográfico mais acentuado.

Agropecuária, extração vegetal, caça e pesca

Embora possa parecer relativamente pequena a participação deste setor no estoque total de empregos no estado (1,6%), este é um resultado significativo dado o elevado peso que a informalidade das relações de trabalho possui nesta atividade econômica, especialmente num contexto de território fortemente marcado pelas adversidades climáticas do semiárido nordestino, ainda que possa ser também levado em consideração que o estado possui a sétima maior extensão territorial de costa litorânea entre os estados da Federação.

Serviços industriais de utilidade pública

Em 2017, o estado do Ceará contava com 9,1 mil vínculos empregatícios ligados aos serviços industriais de utilidade pública (SIUP), cujo setor de atividade econômica está majoritariamente ligado à prestação dos serviços de coleta de resíduos, água, saneamento, gás e eletricidade. Os municípios com maior estoque de empregos no setor são Fortaleza, Sobral, Caucaia, São Gonçalo do Amarante e Juazeiro do Norte, embora mais da metade destas oportunidades esteja concentrada na Capital cearense (56,8%).

De olho no mercado

Para os trabalhadores, Erle Mesquita, coordenador de Estudos e Análise de Mercado do IDT, explica que o Mapa traz os setores que vêm se destacando nessas duas décadas e que devem continuar recebendo boa parte do mercado.

“Temos uma característica muito grande no mercado nacional e local em que há um predomínio das atividades ligadas ao setor terciário do comércio e do serviço, que são setores como os demais que vêm passando por um processo de automação, mas que a gente tem identificado que há muitas oportunidades” avaliou.

A instalação dos hubs aéreo, portuário e tecnológico também deve incrementar as ofertas de emprego na Capital e na RMF, nos próximos anos, de acordo com ele.

A administração pública também deve continuar empregando bem nos próximos anos. “No Ceará o serviço público tem dinamizado muitas das oportunidades de trabalho para nossa população. É um resultado interessante essa capacidade de ter a intervenção do setor público de facilitar a entrada dos trabalhadores no mercado de trabalho”, concluiu o coordenador do IDT.

Setores de atividade econômica (1997 - 2017)
Porcentagem (%)






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