quarta-feira, 9 de junho de 2021

Barroso destaca na Câmara dos Deputados importância da urna eletrônica no processo eleitoral

 

O ministro foi convidado para debater acerca da volta do voto impresso a convite das comissões que tramitam projetos sobre o modelo de votação - Foto: Reprodução/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Luís Roberto Barroso, defendeu, nesta quarta-feira (09), os 25 anos do voto com urna eletrônica durante os processos eleitorais brasileiros. O convite para o debate na Câmara dos Deputados foi feito pelas comissões que discutem as Propostas de Emendas à Constituição para o retorno ao voto impresso.

 

O ministro destacou que desde 1996 as urnas eletrônicas são utilizadas nas eleições municipais e gerais sem qualquer indício de fraude tenha sido documentado contra os equipamentos de depósito para o voto eletrônico. Luís Roberto Barroso também lembrou que as urnas não são conectadas à internet ou a qualquer outra rede o que, segundo ele, fortalece a segurança contra ataques externos de hackers.

 

O presidente do TSE também salientou aos parlamentares os problemas associados ao retrocesso do voto impresso que seriam o alto custo, cerca de R$ 2 bilhões para a adoção do modo de votação, e o risco de fraude eleitoral.

 

“A introdução do voto impresso seria uma solução desnecessária para um problema que não existe, com um aumento relevante de riscos”, disse o ministro.

 

Barroso lembrou que nas eleições gerais de 2002 o voto impresso foi implantado em um percentual de urnas e, de acordo com relatório divulgado à época, houve problemas durante a votação. “A conclusão foi a de que não agregou qualquer componente de segurança e trouxe riscos variados”, informou.

 

O ministro, no entanto, destacou que o Congresso Nacional é o local adequado para o debate acerca do modelo de voto adotado para as eleições no País. “Essa é uma decisão política. Se o Congresso Nacional decidir que tem que ter voto impresso, e o STF validar, vai ter voto impresso. Mas vai piorar. A vida vai ficar bem pior. Aliás, a vida vai ficar parecida com o que era antes. Creiam em mim”, advertiu.

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