terça-feira, 1 de junho de 2021

Cidades-sedes podem ir à Justiça para não receberem Copa América

 

Especialistas apontam que, em geral, competência da utilização de estádios de futebol é dos estados, os quais podem alegar conflito com decretos e vacinação lenta (Foto: reprodução)

A decisão súbita da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) de trazer a Copa América 2021 para o Brasil – fato que ocorreu nesta segunda-feira (31) após aceno do presidente Jair Bolsonaro à instituição por intermédio do presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Rogério Caboclo – pode ser contestada na Justiça acaso os governadores das cidades-sedes não considerem razoável que as partidas sejam realizadas em seus respectivos estados, apontam especialistas ouvidos pelo O Otimista.

                            

O anúncio aconteceu no mesmo dia em que o País somava pelo menos 462 mil vidas perdidas para a covid-19.


Especialistas apontam que, em geral, competência da utilização de estádios de futebol é dos estados, os quais podem alegar conflito com decretos e vacinação lenta


Fatores como ritmo lento de vacinação contra o novo coronavírus no Brasil, possíveis confronto com regras vigentes em decretos estaduais e potencial mobilidade de turistas, acarretando assim riscos ao aumento de contaminação pelo vírus, são fatores que podem ser elencados pelas Procuradorias Gerais dos Estados (PGRs) na tentativa de barrar os jogos.

 

A legitimidade de possíveis reclames na Justiça ocorre também pelo fato de, em geral, as unidades federativas terem autonomia de decisão em estádios públicos, uma vez que a competência de uso do equipamento é de entes federados. Até o fechamento deste conteúdo, as cidades-sede não haviam sido anunciadas pela Conmebol.

 

Brasília, no Distrito Federal; São Lourenço da Mata, em Pernambuco; Natal, no Rio Grande do Norte; Cuiabá, no Mato Grosso; Rio de Janeiro e São Paulo, capitais de estados homônimos, respectivamente, estavam cotados para receberem as partidas, previstas para se iniciarem no dia 13 deste mês e seguirem até dia 10 do próximo. Também até o fechamento deste conteúdo, o governador Camilo Santana não havia se manifestado sobre o assunto. A reportagem apurou contudo que não há interesse por parte do poder público de que os jogos ocorram no Ceará.

 

Críticas o dia todo


A escolha do Brasil como sede da competição foi alvo de críticas durante todo o dia de ontem. Governadores como Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, parlamentares, comunidade científica e médica, bem como comentaristas esportivos, colocaram-se contrários à vinda da competição ao Brasil no atual contexto de pandemia.

(O Otimista)

 

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