quinta-feira, 5 de agosto de 2021

Deputado engana hacker que invadiu celular de Maia, diz jornal

 

Deputado Luis Miranda conversou com golpista para tentar colher informações que ajudem na investigação da invasão hacker (Foto: Sérgio Lima/Poder360 - 1º.jul.2021)


O deputado Luís Miranda (DEM-DF) enganou hackers que invadiram o celular do seu colega de partido na Câmara, Rodrigo Maia (RJ). Miranda pediu aos criminosos que fizessem um depósito na sua conta. O valor seria usado para pagar uma taxa e viabilizaria a transferência solicitada por eles. Assim que o dinheiro foi depositado, o congressista ainda enviou uma provocação por áudio aos hackers: “Bandido, comigo não“.

 

Na última 6ª feira (30.jul.2021), pelo Twitter, Maia informou que o chip do seu celular havia sido invadido e que os seus contatos estavam sendo abordados pelo Telegram. Miranda foi uma das pessoas abordadas.

 

Segundo a Folha de S.Paulo, os cibercriminosos enviaram uma mensagem a Miranda pedindo, em nome de Maia, que ele fizesse uma transferência no valor de R$ 20.000. Ele notou que se tratava de um golpe e tentou enganar os criminosos. Miranda disse que o banco precisava de R$ 50 para realizar a transferência. E que o valor só poderia ser transferido na 2ª feira (2.ago), por conta dessa taxa.

 

Os hackers, então, se disponibilizaram a fazer um depósito de R$ 50, esperando receber os R$ 20.000 dias depois. Assim que o valor entrou na sua conta, Miranda enviou a provocação aos criminosos.

 

Ao jornal, o deputado contou que continuou conversando com o golpista, pegou todas as informações possíveis e deu a Maia, que deve entregá-las à polícia.

 

“Sou muito tranquilo e frio. O cara pediu R$ 20.000, fui levando ele, dizendo que por causa dos R$ 50 não conseguiria, só na 2ª. Estava tentando me livrar dele, aí ele pressionou e mandei depositar. Aí ele depositou“, explicou.

 

ATAQUE HACKER

Celulares de Congressistas, membros do governo, ministros e procuradores já foram invadidos algumas vezes por ataques hackers. Em um dos casos mais emblemáticos, que aconteceu em 2019, criminosos atacaram os equipamentos de diversas autoridades, como o do presidente Jair Bolsonaro, do então ministro Sergio Moro (Justiça), do ministro Paulo Guedes (Economia), do deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), do senador Davi Alcolumbre (DEM-AP), de ministros do STF (Superior Tribunal Federal), de procuradores que atuaram na Lava Jato, entre outras.

 

Pouco depois da invasão, mensagens privadas foram divulgadas pelo site The Intercept Brasil, numa série de reportagens que ficou conhecida como “Vaza Jato”. 

O caso foi investigação pela Operação Spoofing. Quatro suspeitos foram presos.


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