quinta-feira, 2 de dezembro de 2021

União Brasil e PL, entre Bolsonaro e os Ferreira Gomes no Ceará

 

Foto: reprodução

Por Reginaldo Silva- professor, radialista e jornalista

Capitão Wagner (PROS), já deu inúmeras declarações pelo interior do Estado que apoia Bolsonaro no Ceará. Mesmo apoiando o presidente, ele procura manter sua imagem não tão atrelada ao mandatário da nação. Com a ida de Bolsonaro e seu grupo para o PL, seria um prato cheio para o deputado federal e postulante ao Palácio da Abolição buscar uma sigla ligada ao comando central, mas, não é isso que acontece. Wagner insiste em ficar com o comando do União Brasil, fruto da fusão do DEM com o PSL.

 

De acordo com interlocutores ligados ao União Brasil, o presidente nacional da sigla Luciano Bivar vai se reunir com o pré-candidato Capitão Wagner na próxima semana. Também deve participar a reunião o senador Chiquinho Feitosa (DEM-CE) que assume uma cadeira no Senado por conta da licença do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), os dois estão entre Bolsonaro e os Ferreira Gomes. Wagner quer o partido para sair candidato ao governo do Estado e apoiar o presidente Bolsonaro com uma imagem não tão vinculada, para não correr um risco maior. Chiquinho Feitosa quer o partido com o objetivo de ampliar a bancada federal, mas apoiando a sucessão de Camilo Santana (PT) e do nome indicado pela família Ferreira Gomes.

 

O jogo do União Brasil ainda não está definido, mas, o quadro vai se afunilando com os últimos acontecimentos da política nacional que acabam influenciando o todo. A definição do nome de Doria como pré-candidato do PSDB, a definição partidária de Bolsonaro e o lançamento da pré-candidatura de Moro pelo Podemos, aceleraram o processo eleitoral de 2022.

 

Outro quadro ainda indefinido é a situação do PL no Ceará, depois da filiação de Bolsonaro na legenda. O deputado estadual, André Fernandes, gostem ou não do seu estilo, é o ultimo dos moicanos do presidente no Ceará, ele nunca abandonou Bolsonaro, nem nos piores momentos de crise do presidente. Fernandes foi enfático e imperativo em dizer que Acilon Gonçalves, prefeito do Eusébio, não fica no comando do PL no Ceará.

 

Acilon após voltar da posse do presidente em Brasília convocou uma coletiva de imprensa para afirmar que fica no comando do PL no Estado, disse ser contra o radicalismo e os extremismos e se esforçou para dizer que pode disputar o governo do Estado. Maleável e grande articulador político, Acilon Gonçalves tem uma forte ligação com a família Ferreira Gomes, mas não pretende entregar o comando do PL para o bolsonarismo raiz. Diante das duas declarações fica claro que Acilon está amparado pelo estatuto do partido e pelo presidente Valdemar da Costa Neto, porém, ainda não é possível se fazer um juízo de valor, porque Bolsonaro ainda não se pronunciou sobre o assunto.

 

O comando do União Brasil e do PL são importantes para as candidaturas majoritárias no Estado, pelo tempo de de rádio e TV e também pelo fundo partidário. Os dois partidos são estratégicos tanto para situação quanto para oposição.

 

Enquanto isto, Camilo Santana segue pelo interior do Ceará  inaugurando obras e exercitando sua santa paciência, mantendo um silêncio sobre a sucessão estadual que chega a perturbar até as mentes mais calmas do mundo político.

(Ceará Noticias)

 

 

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