sexta-feira, 22 de abril de 2022

Alta na conta de luz fará pão ficar até 10% mais caro no Ceará, com kg chegando a R$ 21,50

 

O quilo do pão carioquinha aumentará entre 5% e 10% até o fim do mês após reajuste de 24,85% nas contas de luz no Ceará. (Foto: Tatiana Forte/ O POVO)

Após alta de 15% no começo de abril em decorrência da disparada de preços do preço do trigo no mercado internacional, o pão carioquinha e demais artigos panificados terão novo aumento de 5% a 10% até o fim do mês em decorrência do reajuste nas contas de luz. Com novo acréscimo, o quilograma do pão, que já varia entre R$ 15 e R$ 20 no Ceará, deverá chegar ao patamar de R$ 21,50 ainda neste mês.

 

As informações foram repassadas com exclusividade ao O POVO pelo presidente do Sindicato das Indústrias de Panificação e Confeitaria no Estado do Ceará (Sindipan), Ângelo Nunes.


 Sindicato teme baixa no consumo e aumento de demissões no setor que sofre com disparada de preço do trigo que gerou elevação de 15% nos produtos ainda no começo de abril


“O impacto do reajuste é muito grande no setor de panificação, porque as padarias consomem bastante energia. Em média, a conta de luz representa entre 8% e 10% do faturamento da empresa e o setor já vinha sofrendo com altas do trigo no mercado internacional em decorrência da guerra entre Rússia e Ucrânia”, acrescenta.

 

O aumento aprovado pela Aneel e adotado pela Enel é de, em média, 24,85% nas contas de luz, porém, com o fim da bandeira vermelha de nível dois, suspensa no dia 16 de abril, que implementava taxa extra de R$ 9,49 por cada 100 quilowatts consumido por hora, esse aumento deverá ser amortecido. Na prática, para cada consumidor, o aumento percebido deve ser de 5% a mais do valor pago nos últimos meses. Ângelo afirma que é “impossível” as padarias e demais negócios de panificação e confeitaria não repassarem os aumentos aos consumidores. “Nos preocupa muito que esses aumentos consecutivos gerem uma retração do consumo e com isso aumento o desemprego no setor”, afirma ao destacar que o consumo já foi impactado pela última alta no preço do trigo.

(O POVO)




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