quarta-feira, 22 de junho de 2022

Bolsonaro sobre prisão de Ribeiro: “Ele que responda pelos atos dele”

 

Presidente disse que pedido de prisão do ex-ministro da Educação é um sinal de que a Polícia Federal está trabalhando

O presidente Jair Bolsonaro (PL) disse que a prisão preventiva do ex-ministro da Educação Milton Ribeiro, na manhã desta quarta-feira (22/6), é um sinal de que não interfere na Polícia Federal (PF).

 

“O caso do Milton, pelo que eu estou sabendo, é aquela questão que ele estaria com uma conversa meio informal demais com pessoas de confiança dele. E daí houve denúncia que ele teria buscado prefeito, gente dele para negociar, para liberar recurso, isso e aquilo. Bem, o que acontece: nós afastamos ele. Se tem prisão, é Polícia Federal. É sinal que a Polícia Federal está agindo”, considerou o presidente em entrevista à rádio Itatiaia.

 

E destacou que não interfere no trabalho da Polícia Federal. “Ele responda pelos atos dele. Eu peço a Deus que não tenha problema nenhum, mas se tem algum problema, a PF está agindo, está investigando. É um sinal que eu não interfiro na PF”, disse Bolsonaro.

 

Bolsonaro disse ainda que a Controladoria-Geral da União (CGU) deve estar nessa investigação ajudando a elucidar o caso.

 “Isso vai respingar em mim, obviamente. Tenho 23 ministros, mais de 20 mil cargos de comissão. Minha responsabilidade é afastar e auxiliar na investigação. Essa operação tem PF, deve ter CGU ajudando a elucidar o caso.”


Os comentários do presidente diferem do que ele falou no dia 24 de março, durante uma de suas lives, dias antes de o ministro pedir demissão do cargo. Na ocasião, em transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse que as acusações sobre o MEC ter favorecido indicações de pastores em agendas e direcionamento de recursos eram uma “covardia”.


“O Milton, coisa rara de eu falar aqui, eu boto a minha cara no fogo pelo Milton. Minha cara toda no fogo pelo Milton. Estão fazendo uma covardia com ele”, afirmou o presidente.

 

Entenda

A Polícia Federal prendeu preventivamente o ex-ministro em operação que investiga esquema de corrupção envolvendo pastores evangélicos durante a gestão dele à frente do MEC.


Ribeiro foi preso no início da manhã em sua casa na cidade de Santos, no litoral paulista. A expectativa é que ele seja transferido para Brasília ainda nesta quarta.

 

A prisão foi determinada pelo juiz federal Renato Borelli. No mandado de prisão, o magistrado elenca ao menos quatro crimes que teriam sido cometidos por Ribeiro: corrupção passiva, prevaricação, advocacia administrativa e tráfico de influência.

 

A PF também cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços dos pastores Arilton Moura e Gilmar Santos. Eles são ligados ao presidente Bolsonaro e apontados como lobistas que atuavam no MEC, quando a pasta era comandada por Ribeiro.

 

Os pastores negociavam com prefeitos a liberação de recursos federais – mesmo sem ter cargo no governo. 

(Metrópoles)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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