domingo, 12 de junho de 2022

Enquanto Wagner tenta agregar, grupo governista mostra imagem de divisão

 

Wagner vai dando uma guinada em seu discurso de forma quase imperceptível para não afastar os eleitores mais radicais ligados a ala do bolsonarismo, abraça suavemente a bandeira do lulismo ao defender o mapa da fome e se apresenta como uma espécie de panaceia das mazelas cearenses.

O pré-candidato ao Governo do Ceará, Capitão Wagner (UB) reuniu lideranças e apoiadores neste sábado (11/06), em Itapipoca, em mais uma agenda regional do partido. Até ai, nada de novo, ele repetiu críticas a gestão Camilo/Izolda em relação a Segurança Pública e a falta de ação no combate a criminalidade.

 

No evento, contudo, começa chamar à atenção os pontos defendidos por Wagner que amplia o campo de visão da oposição. Wagner vai intensificando a contraposição ao grupo governista na matéria dos impostos, segundo ele, enquanto os governistas defendem mais impostos, ele se posiciona de forma contrária. Wagner também começa a entrar no mapa da fome, bandeira da esquerda defendida pelo grupo lulista e, por fim, diz que está de braços abertos para receber apoios de eleitores que preferem votar em  Lula (PT) ou Ciro Gomes, já que tem preferência declarada por Bolsonaro (PL), mas não pode rejeitar apoios, venham de onde vier.

 

Wagner vai dando uma guinada em seu discurso de forma quase imperceptível para não afastar os eleitores mais radicais ligados a ala do bolsonarismo, abraça suavemente a bandeira do lulismo ao defender o mapa da fome e se apresenta como uma espécie de panaceia das mazelas cearenses. 


Nessa linha, Wagner vai agregando e atraindo novos aliados, se contrapondo aos Ferreira Gomes e escondendo a sua falta de experiência na gestão pública, fato ocorrido com a eleição de Bolsonaro, que só tinha experiência no campo legislativo e acabou se enrolando no campo econômico.

 

Enquanto isso, do lado governista, permanece o impasse na escolha do nome e a imagem de divisão, com a troca de farpas e indiretas por parte dos dois principais partidos aliados, PDT e PT.

 

Com a liderança de Lula no Ceará e pesquisas internas sendo realizadas toda semana, partidários e aliados do ex-presidente começam a engrossar o pescoço e acreditar que já podem vencer as eleições sozinhos e colocam em risco uma aliança que até então vem se mostrando eficaz e mantendo o Ceará em um cenário de destaque nacional.

 

À medida que a divisão se acentua e o impasse permanece do lado governista, Wagner vai ganhando terreno, quem sabe em 2023, o grupo governista e aliados possam se lembrar de que eram felizes e não sabiam.

*Por Reginaldo Silva- Professor Radialista e Jornalista/CearáNoticias

 

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