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segunda-feira, 27 de maio de 2019

Governo cearense vai 'puxar o freio' dos gastos e reduzir custeio de emendas de deputados, diz Camilo


Camilo Santana afirma que Ceará precisa 'puxar o freio' de gastos — Foto: José Leomar/SVM
Em reunião com deputados estaduais da base aliada nesta segunda-feira (27), no Palácio da Abolição, o governador do Ceará, Camilo Santana (PT), anunciou que o estado vai “puxar o freio” com os gastos na máquina pública, com impacto inclusive no custeio das emendas apontadas pelos parlamentares para obras no interior do estado. Estiveram presentes na reunião todos os secretários estaduais e 39 dos 46 deputados.

A redução de despesas, segundo Camilo Santana, se deve ao cenário de incertezas na economia brasileira. O chefe do executivo estadual disse que busca alternativas para aumentar a receita do Ceará sem elevar impostos, mas frisou que “ajustes” são necessários.

“Ninguém sabe o que pode acontecer, por isso que a gente tem que puxar o freio e manter o Estado bem equilibrado. Já defini dentro do governo um percentual de gastos com investimentos, obras, PCF (Pacto de Cooperação Federativa - indicação dos deputados), prefeitos, (gastos) por ano, divididos por mês”, disse.

Camilo, no entanto, não disse para os deputados durante a reunião quanto é esse percentual, mas sabe-se que a medida terá impacto sobre as emendas parlamentares ao Orçamento do Estado.

É através do Programa de Cooperação Federativa (PCF), firmado entre as prefeituras e o Governo do Estado, para obras e projetos nos municípios cearenses, que os deputados podem apresentar emendas anuais de até R$ 1 milhão ao Orçamento do Estado.

 Alerta

Esse programa é considerado importante pelos deputados por ser uma forma de garantirem recursos às bases eleitorais no interior do estado. Camilo disse, porém, que o Ceará não terá recursos suficientes para bancar todos os convênios celebrados neste ano com as prefeituras.

A reunião desta segunda-feira com os deputados estaduais ocorre em meio às insatisfações na base aliada com o Governo do Estado. Nos bastidores, deputados dizem que não estão tendo suas demandas atendidas pelo Executivo.


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