teste

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Internautas condenam privatização de parques nacionais


A enquete realizada pelo portal da Assembleia Legislativa entre 9 e 16 de dezembro questionou aos internautas sobre a possibilidade de privatização do Parque Nacional de Jericoacoara e de outras unidades previstas pelo Governo Federal.

A maioria dos internautas (57,9%) acredita que os parques não devem ser privatizados, pois são áreas sensíveis e poderão correr risco de exaustão do patrimônio, devido à exploração lucrativa.

Outros 24,8% entendem que a medida possibilitaria mais investimentos e melhor estrutura. Já 17,2% responderam que é possível privatizar desde que o modelo de gestão priorize o manejo e conservação ambiental.

Para o deputado Heitor Férrer (SD), as unidades de preservação ambiental devem ser geridas pelos governos Federal e Estadual. “Existe a legislação federal, que é toda pertinente e organizada e não apresenta risco de maus-tratos a essas reservas”, diz. Segundo o parlamentar, entregando para a iniciativa privada, o zelo pelas áreas ambientais não seria o mesmo.

O deputado Nezinho Farias (PDT) também se colocou contra qualquer privatização em áreas ambientais. “São locais de grande interesse para o nosso Estado, até pelo turismo. É preciso priorizar uma administração municipal, estadual ou federal, e não entregar nas mãos de interesses privados que visariam apenas ao lucro”, afirma.
O secretário de Meio Ambiente do Ceará, Artur Bruno, assinala que privatizações trazem temores, principalmente em se tratando de áreas ambientais e turísticas.

O secretário enfatiza que, no caso do Parque Nacional de Jericoacoara, por exemplo, o Estado vai apresentar uma proposta ao Governo Federal buscando assumir, junto com o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a administração do Parque Nacional de Jericoacoara. “No caso, Governo do Estado, em parceria com o ICMBio, cuidaria dessa área, já que entendemos que aqueles terrenos pertencem ao patrimônio ambiental do Ceará e não devem ser delegados a empresa privada”, explica.
*Com informações via Roberto Moreira



Nenhum comentário: